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postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas
24.12.2015

*Tradução do scan da Revista Entertainment Weekly sobre Capitão América: Guerra Civil, que pode ser encontrada aqui.

Com Ultron destruído, os Vingadores lutam entre si no próximo filme Capitão América: Guerra Civil. Homem de Ferro e Capitão brigam pelo destino da humanidade, forçando seus super-heróis aliados – incluindo Pantera Negra – a escolher seus lados. No set com o filme da Marvel mais explosivo até agora.

Numa manhã quente de julho em Fayetteville, GA, Chris Evans está suando através da máscara do Capitão América. O Vingador azul está de pé numa extensão do asfalto com duas lonas verdes penduradas que permitirão a equipe de efeitos especiais transformar o estacionamento dos Estúdios Pinewood numa pista do Aeroporto Leipzig/Halle. O Soldado Invernal (Sebastian Stan), o amigo perdido de longa data do Capitão e principal vilão do último filme está à sua esquerda. À sua direita, há muitos heróis, Falcão (Anthony Mackie), Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen) e o Homem-Formiga (Paul Rudd) – que estão prestes a enfrentar seus mais inimigos mais desafiadores: Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Patriota de Ferro (Don Cheadle), Viúva Negra (Scarlett Johansson) e… Um novo aliado. A partir de agora, quando os diretores Joe e Anthony Russo gritarem ‘Ação’, um universo de bons garotos vão lutar entre si da forma mais selvagem da história da Marvel.

A equipe do filme se refere à cena como a ‘página splash’. Esse é o termo das histórias em quadrinhos em que uma ilustração de página inteira abre uma edição ou marca seu clímax. “A história é sobre família e o que acontece quando nem todos concordam”, diz Joe Russo, que dirigiu Capitão América: Soldado Invernal com seu irmão Anthony. “Nós temos comparado isso a uma briga num casamento. O que acontece quando seu primo e seu irmão brigam, de que lado você fica?” Mas o Capitão e o Homem de Ferro não estão brigando sobre quem vai pagar a conta no restaurante de shawarma. Eles brigam sobre quem terá poder sobre os superpoderosos.

Levemente baseado nos quadrinhos da Marvel, edição 2006-07 da série Guerra Civil, o filme (previsto para 6 de maio) explora o debate sobre liberdade versus segurança. Quando o filme abre, os novos Vingadores – a assembleia revelada do último filme Era de Ultron – enfrentam um velho inimigo: Crossbones (Frank Grillo), visto pela última vez quando um prédio caiu sobre ele em O Soldado Invernal. Mas a derrubada em Guerra Civil dá errado. Muitas pessoas morrem. Muitas pessoas inocentes.

Líderes ao redor do mundo, incluindo o Secretário de Estado dos EUA (William Hurt), se reúnem para elaborar um acordo que controlaria aqueles com habilidades especiais. A discussão começou com Ultron entre o Capitão e o Homem de Ferro sobre quem deveria fazer essa decisão – para que o planeta não entre numa guerra mundial. Capitão/Steve Rogers está do lado da liberdade sobre o controle do governo. Ele tem visto muita corrupção das autoridades em sua longa vida. Sua confiança está abalada.

Homem de Ferro/Tony Stark está do lado da segurança para todos. Ele tenta criar uma lei que fortalece uma responsabilidade maior sobre os grandes poderes. “Na maioria dos filmes, não há dúvida sobre de que lado ficar”, Evans diz durante o intervalo entre as filmagens. “Nós todos concordamos que os nazistas são ruins, alienígenas são ruins. Mas pela primeira vez você tem dois pontos de vista. Não há uma resposta certa, então se torna uma questão moral. Isso é difícil para o Capitão. Eu não acho que ele nunca esteve tão em dúvida sobre o que é certo e errado.”
Essa dúvida de moralidade faz as alianças tênues e os times no aeroporto aumentarem. Viúva Negra leva muito tempo para decidir de que lado ficar. “Ela está sempre fora do perímetro”, Johansson diz. “Então ela pode ter uma perspectiva melhor do que realmente está acontecendo.”

O que realmente está acontecendo no momento é que ela está jogando tudo em cima do Homem-Formiga. No set do aeroporto na Georgia, o combate é pura força. Enquanto os outros estão trocando socos, o Gavião Arqueiro e a Feiticeira Escarlate lutam no céu. Eles estão tentando acabar com alguma ameaça invisível no ar (Patriota de Guerra? Visão?)

Definitivamente não é o Homem de Ferro. Por um detalhe, ele realmente não está no set nesse momento. Ele será adicionado digitalmente depois. Mas na cena final ele estará voando baixo e de olho num outro alvo: Capitão América. Evans levanta seu escudo, faz um corte no ar e dá mais um golpe contra o inimigo invisível antes dele quase ser derrubado na vida real. O câmera principal está num apoio e se move pra cima e pra baixo – acredito estar seguindo os movimentos do Homem de Ferro – até que ele está de frente a Chris Evans. O ator teve de desviar no último segundo antes de ser atingido.

Depois de mais algumas tomadas, Evans aparece para verificar as cenas, rindo do fato que todas terminam com um close-up na sua cara de pânico para a câmera. “Eu não consigo continuar dando socos quando está tão perto”, ele diz. Os Russos surgem com uma solução: Ir em frente e voltar. A filmagem termina com o Homem de Ferro derrubando o Capitão América no chão.

Ajudando o Homem de Ferro nessa missão, pelo menos inicialmente, está T’Challa, um jovem príncipe da nação fictícia africana de Wakanda que tem uma identidade secreta – Pantera Negra, interpretado por Chadwick Boseman (42), há muito tempo aguardado pelos fãs e que se torna peça-chave no conflito. Sua aliança é extremamente disputada tanto pelo Capitão quanto pelo Homem de Ferro, e T’Challa faz seu melhor para se manter neutro, no mínimo quando está sem a máscara. “Ele está entre como as coisas eram feitas no passado e como as coisas acontecem nesse novo mundo”, diz Boseman. “E eu acho que há talvez um pouco de dissidência aí.”

O guerreiro é inigualável. No set, Pantera, armado com garras de vibranium – o mesmo metal usado no escudo do Capitão – corre sustentado nas quatro patas como o animal que lhe dá nome e ataca sua presa.

Guerra Civil é o 13º filme do Universo Cinematográfico da Marvel, que começou com o Homem de Ferro em 2008 e que marca um grande ponto de virada. Ao final do filme, “coisas foram deixadas num certo estado em que você pode precisar de novos heróis”, diz o roteirista Christopher Markus. E você os terá. Nos próximos dois anos e como lembrete da Fase 3 dos Estúdios Marvel, você não verá muitos dos Vingadores originais. Terá o filme do Doutor Estranho com Benedict Cumberbatch em novembro de 2016, Guardiões da Galáxia Volume 2 em maio de 2017, e depois o deus do trovão de Chris Hemsworth, que não está em Guerra Civil, retornará para seu próprio filme em Thor 3. Pantera Negra terá seu próprio filme em fevereiro de 2018 e apenas em maio os heróis que nós conhecemos e amamos (mesmo que eles não se amem) retornarão para Vingadores: Guerra Infinita Parte I, que os Russos também vão dirigir.

“Nós temos esse intervalo e deixamos as coisas num estado estranho”, diz Stephen McFeely, que escreveu Guerra Civil com Markus e quem está escrevendo as duas partes de Guerra Infinita com ele. “Então quando essa m**** chegar aos fãs, nós temos que descobrir uma forma de descobrir como ganha-los de volta.” O Capitão pode precisar de uma pegada quando Guerra Civil acabar. “Parte da diversão foi encontrar uma forma de colocar o Capitão América numa situação onde sua resposta não seria ‘Eu me sacrifico’, diz Anthony Russo. “Ele tem de fazer outra escolha – uma escolha para ele mesmo.”

Um cara que nunca tem problema em escolher a si mesmo é Tony Stark. Homem de Ferro não é necessariamente um ‘cara ruim’, mas ele definitivamente é um antagonista. “Não me incomoda nem um pouco,” diz Downey. No set, filmando uma cena diferente, a estrela está usando uma camisa e gravata, manchada de sangue, e um olho roxo. Obviamente alguém o abateu quando ele não usava sua armadura de metal. “Em algumas vezes, Tony é o antagonista de si mesmo em sua própria história. Esse cara entende os problemas porque ele é o problema. E ele tende a cria-los.” Depois de ter lançado Ultron ao mundo, entre outras indiscrições, Stark está começando a apreciar limites. Mesmo enquanto o próprio Downey está acidentalmente os enfrentando fora da câmera.

Entre outros mistérios a serem respondidos em Guerra Civil – de quem é o funeral que finalmente estará trazendo um encerramento ao passado de Steve Rogers? Como exatamente o enigmático Barão Zemo de Daniel Bruhl será um fator da narrativa? – O maior e o principal é se um certo super-herói fará uma aparição. Você já viu esse herói na tela antes, mas essa será sua primeira vez num filme dos Estúdios Marvel. Para evitar todas possíveis complicações envolvendo a licença de direitos com a Sony Pictures, ninguém na Marvel ou na Disney pode confirmar se ele está no filme. Eles não podem nem falar sobre ele.

Então é uma surpresa ver Downey em Pinewood, andando com seus braços sobre os ombros do jovem ator chamado Tom Holland, que está simplesmente vestindo um icônico uniforme vermelho e azul. Você pode ter ouvido sobre ele. Ele é o novo Homem-Aranha.

Box 1: O início da Guerra Civil
Os quadrinhos por trás do próximo blockbuster do próximo verão
Irmão contra irmão. Em 2006 e 2007, a Marvel deu a essa história antiga um tratamento de super-herói com Guerra Civil, o crossover das histórias do escritor Mark Millar que tinham todos os personagens escolhendo lados entre Capitão América ou Homem de Ferro. Na época, o presidente dos Estúdios Marvel estava montando o Universo Cinematográfico da Marvel que seria lançado em 2008. “Lendo esses quadrinhos, eu senti ‘Não seria incrível que se um dia fizéssemos algo assim?” diz Feige. “O fato de que esse dia chegou é muito gratificante.”

Nos quadrinhos, Capitão e Homem de Ferro estão divididos quanto ao Ato de Registro de Superhumanos, mas no filme eles brigam sobre o Acordo Sokovia, nomeado após a cidade ser retirada da Terra em Era de Ultron. Mesma luta, detalhes diferentes. “Ambos (acordos) dizem que nós devemos fiscalizar melhor o que os super-heróis estão fazendo”, diz Feige.

O Capitão é contra o regulamento, e o Homem de Ferro é a favor. “Eles querem que os Vingadores sejam uma força para o bem maior, mas eles acreditam que há formas diferentes de fazê-lo”, diz Feige. “E isso é quando você tem a melhor forma de conflito”. Infelizmente, o melhor conflito não significa caras bons se mantendo como os melhores.

Box 2: Pantera Negra – além do design
O primeiro super-herói negro dos quadrinhos terá seu primeiro filme solo em fevereiro de 2018, mas nós encontraremos o guerreiro de garras de Chadwick Boseman em maio no filme Capitão América: Guerra Civil. O super-herói, cujo nome real é T’Challa, é um príncipe da fictícia nação africana de Wakanda, casa da maior reserva natural de vibranium, o metal indestrutível de que é feito o escudo do Capitão.

O Pantera apareceu pela primeira vez nos quadrinhos do Quarteto Fantástico #52 em julho de 1966 e em Guerra Civil T’Challa está alinhado com um conjunto de regras que tentará firmar um controle sobre as ações dos super-heróis. Sua identidade secreta vem à tona quando os caras bons não são capazes de resolver as coisas com suas palavras. Aqui está um visual de como a Marvel e Boseman transferirão o felino das páginas para a tela.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

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