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postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas
16.03.2016

Quando Capitão América: Guerra Civil foi anunciado, eu estava preocupado que isso significaria que a história entre o Capitão e Bucky fosse esquecida. Ao invés disso, parece que essa é a âncora para Guerra Civil, e enquanto o Homem de Ferro se mantém como principal antagonista, a relação entre Capitão e Bucky não será reduzida a um prólogo. É a maior parte da história, que envolve o Capitão América e o Homem de Ferro se enfrentando sobre a regulação dos super-heróis.

No último mês de maio, um grupo de repórteres puderam visitar o set de Guerra Civil e falaram com Evans e Stan. Durante nossa conversa, eles falaram sobre o estado psicológico de Bucky e a luta com a culpa a respeito das coisas que ele fez como Soldado Invernal, colocando Steve numa nova e difícil posição, com os dois personagens lidando com o fato de serem ‘homens foras de seu tempo’, e mais. Leia a entrevista abaixo.

Chris, você fez alguma pergunta enquanto adicionavam todos esses nomes ao elenco, algo como ‘Isso ainda é um filme do Capitão América: Guerra Civil, certo?’
CHRIS EVANS: Não, eu aceito toda a ajuda que eu puder.

Estávamos falando com Markus e McFeeley mais cedo, obviamente há muitos personagens nesse filme, eles ainda exploram o personagem do Capitão?
EVANS: Você olha para o elenco e se pergunta como eles vão explorar essa história, mas eles ainda fizeram um ótimo trabalho explorando a história do Capitão. Nós deixamos muita coisa solta em O Soldado Invernal. Ainda há muitas coisas a serem resolvidas entre o Capitão e Bucky. E eu acho que o atrito entre eu e Downey, algo que mostra aonde a Marvel está indo com os próximos Vingadores, mostra que ainda há muitas linhas a serem perseguidas. Mas eu acho que o Capitão é a âncora.

Você acha que, quanto ao tom, ainda é uma sequência de Soldado Invernal?
EVANS: Completamente. Isso é dos Russos. Não importa quem está no roteiro, os Russos fizeram um ótimo trabalho. Ao invés de fazer um filme de super-heróis com alguns elementos básicos, eles fazem filmes muito bem estruturados com elementos de super-herói. Os Russos mantêm tudo muito original.

O quão central é a relação entre os dois personagens na história?
EVANS: Veja, isso é onde navegamos em águas turbulentas. É o centro. Qualquer pessoa que passe pelo que o Capitão passou, eu acho que teria muito mais… eles provavelmente entenderiam mais. O Capitão é um cara bem altruísta, ele meio que ignora tudo, o que é uma pena porque há muita coisa a ser aproveitada. Nesse filme, conseguimos explorar mais disso. De novo, eu não posso dizer muito, mas é uma grande amizade. Isso é uma grande parte da história dele, é uma grande parte da luta dele, não apenas alguém de quem você é amigo, mas pela culpa que ele sente. ‘Eu te deixei ir, me desculpe.’ Apenas o elemento da culpa. Então há muito com que brincar. Eles certamente exploram isso. Eu não vou muito nisso pra explicar o quanto isso é importante para a história.

Sebastian, os roteiristas mencionaram a jornada de Bucky como alguém que tem lutado contra 70 anos de maldade. Você pode falar um pouco sobre a jornada do personagem nesse filme e como a separação dele funciona de forma oposta ao Capitão ter passado congelado?
SEBASTIAN STAN: Eu acho que seria similar ao que o Capitão passou. Onde nós achamos o personagem é muito interessante nas cenas pós-créditos ao fim do Soldado Invernal. Então há muito do que falar nesse filme. É realmente uma grande batalha, descobrir que vida ele teria. Isso é o que eu acho que é similar a eles. Eles são homens foras de seu tempo, lutando para se adequearem a essa nova vida e como fazer isso.

Você pode falar mais sobre onde nós continuamos? Ele está meio que afundando?
EVANS: Arriscado!
STAN: Eu vou dizer isso. Independente das suas percepções da cena pós-crédito onde nós o vemos no museu e obviamente o encarando, independente de qualquer ideia que você tenha nessa cena, continue pensando nisso e vá com isso.

Onde está o Capitão nesse filme?
EVANS: Ele ainda está à procura de Bucky. Isso é o ponto desses filmes. Você faz Os Vingadores, você coloca sua história numa pausa, e depois tenta seguir em frente de onde parou. Uma grande parte disso é a busca por Bucky. Mas ao mesmo tempo, nós deixamos os Vingadores (Era de Ultron) com um novo time de Vingadores. Então eles estão tentando se adaptar aos novos membros. E eu acho que não é segredo que o acontece ao redor do mundo espera um pouco mais de responsabilidade por parte deles. Os Vingadores têm agido como uma instituição independente do controle governamental, então isso deixa as pessoas nervosas. Eu não acho que dou muitas dicas ao dizer que o governo espera um pouco de mudanças quanto a isso.
STAN: Isso é meio legal, visto que é semelhante ao que vivemos hoje. Se pensarmos sobre as coisas atuais com o governo sendo capaz de olhar dentro do seu celular, de ver o que você está escrevendo ou para quem você está ligando.
EVANS: Não olhe no meu celular. Fim de carreira.
STAN: É muito relevante. Isso é o que Russos fazem de melhor, porque esse filme será relevante para situações que vivemos hoje, que você lê nos noticiários.

É interessante, porque o Capitão, no primeiro filme, ele é um ótimo líder na Segunda Grande Guerra, ele é um ótimo símbolo dos EUA. Em Soldado Invernal, ele descobre que essa organização para a qual ele trabalha é, na verdade, corrupta, e agora nesse filme ele se encontra numa posição onde ele meio que controla a situação onde o governo meio que está tentando controlar e regula-lo. Onde ele se encontra emocionalmente nisso? É difícil para ele fazer essa transição de herói para cara em fuga?
EVANS: Sim, é difícil. Porque ultimamente ele sabe que ele tem um bom coração. O problema é que nós todos temos bons corações, e todos nós pensamos que sabemos o que é o melhor. E isso é a natureza do compromisso. É arriscado tentar entender como isso funciona. Eu acho que nos filmes passados, todos nós sabemos que os nazistas são ruins, que a Hydra também não é boa. Mas nesse, não está claro quem é o cara bonzinho e eu acho que isso é outra coisa similar às lutas que nós passamos atualmente. Há lógica nos dois lados da história e que lado você apoia? Onde está o compromisso? Qual o objetivo? Eu acho que o Capitão se debate proque toda vez que ele cai, ou ele é um soldado, ou ele está recebendo ordens e definindo a estrutura da sociedade, é meio o que o anima. E eu acho que ultimamente ele se sente mais seguro nas próprias mãos, porque ele pelo menos consegue confiar nelas. Mas de novo, isso não funciona em grande escala. Então é a primeira vez que ele realmente não sabe qual é a resposta certa.

Qual é a perspectiva do Capitão sobre o Pantera Negra como personagem e como ele se encaixa na história?
EVANS: Arriscado novamente. Pergunta difícil. Todos esses novos personagens, é difícil julgar qualquer coisa.

Como ele lida com o fato dele ser líder de Wakanda?
EVANS: Eu não sei sobre o quanto posso falar. Eu vou ter problemas. Eu não quero ter problemas. Eu não quero ser esse cara. Ele respeita qualquer um que tenha lógica. Qualquer forma de governo, eu acho que ele vai apoiar se se sustentar com um pensamento racional.

Ao fim de Ultron, o Capitão e Tony parecem ter superado as diferenças, eles parecem, pelo menos, tranquilos um com o outro. Há algum tipo de elemento explosivo que os fazem implicar um com o outro de novo?
EVANS: Essa é uma boa forma de se colocar, superando as diferenças. Nós tivemos nossas dificuldades como homens, mas eu acho que nós encontramos um ponto em comum entre eles. Não é uma luta contra o personagem, é apenas um problema com a execução. Como as coisas devem ser feitas. Eu respeito Tony como homem, e eu tenho certeza de que ele me respeita também. Nós apenas temos preocupações emocionais diferentes, eu acredito.

Como o restante dos Vingadores sentem, junto com o Tony, sobre o seu desejo de ajudar Bucky a se redimir depois de estar envolvido com a H.I.D.R.A. como essa organização maléfica?
EVANS: Oh, cara. Há uma forma de responder isso. Eu não quero ficar fazendo isso. Há uma forma de fazer isso. Eu consigo fazer isso! Não, eu não posso dizer. Isso é por processo de eliminação. Essa é difícil. Eles se simpatizam. Eles com certeza se simpatizam. O Capitão não fez nada para si mesmo nesse grupo, então eles entendem o valor do que significa encontra-lo. E especialmente após Renner sofrer uma lavagem cerebral, Scarlett ser manipulada, nós todos sabemos como é se sentir em desvantagem, então eu não acho que eles o consideram totalmente responsáveis por suas ações.

Como a dinâmica do Capitão com os novos Vingadores se diferem do grupo anterior?
EVANS: Eu não sei se é diferente. Eles ainda está tentando liderar, tentando ser um bom homem. Há muitos novatos. Pessoas tentando ficar confortáveis nas suas peles. Eu não sei, eu realmente não posso responder a isso. Isso é perigoso.

Quando nós conhecemos o Soldado Invernal, ele está acabado, está devastado. Ele entra muito em ação nesse filme?
STAN: Sim.

Em Soldado Invernal, há dicas de que Bucky pode estar envolvido com o sumiço do pai de Tony Stark, há algo que pode causar atrito entre você e Tony?
STAN: Eu acho que isso está bem claro se você lê os quadrinhos. Ele está num lugar onde não está muito estável ou num ambiente muito saudável. Então ele poderia facilmente ir em qualquer direção.

99% do tempo de tela no Soldado Invernal, Bucky está sob manipulação. Então essa é provavelmente a primeira vez que veremos seu personagem sendo ele mesmo, com seus próprios pensamentos. A abordagem do personagem é diferente? Há mais Jim Buchanan agora que ele está livre?
STAN: Eu apenas tento alinhar com os quadrinhos. Eu acho que será um misto de coisas diferentes. Ele não voltará a ser o cara que era. Não tem como isso acontecer. Ele definitivamente, provavelmente, está afetado para o resto de sua vida. É meio que um aprendizado sobre como viver com o que sobra. Aprender a lidar com essa fera dentro de você em algum ponto.

Parece que o Capitão está sozinho nesse conflito. Mesmo em Soldado Invernal, ele apenas parece confortável no conflito. Essa é a primeira vez que parece que o veremos numa situação que parece que ele não sabe resolver?
EVANS: Eu não sei necessariamente se ele gosta de estar em conflito. Eu acho que ele lida bem com isso, porque ele é altruísta. Ele se recusa a mostrar a batalha. Eu acho que isso é a primeira vez que há um conflito em que ele não sabe para onde apontar. Eu acho que ele lida bem com conflitos, porque ele sabe o que é certo e sabe qual a coisa certa a fazer. Às vezes, isso é difícil, porque pode acertar certas pessoas, e isso pode bater com as crenças do povo, mas no mínimo, ele conhece a própria mente. Eu acho que essa é uma das primeiras vezes em que ele não sabe. E eu acho que ele está sem armas e isso é horrível. Em conflito ou não, ele apenas não sabe como agir.

Nos momentos de ação em Era de Ultron, há muitos combos bons, especialmente Thor e Capitão, movimentos legais entre eles como um time. Há algo de excitante nesse filme que veremos?
EVANS: Eu acho que posso falar sobre isso. E acho que é seguro. Eu me sinto confortável com isso. Sim, quando você olha o elenco, é ótimo. Essas lutas não são chatas. Nós temos a mesma equipe de dublês de Capitão 2. Eu amei o trabalho dos dublês, mas eu tenho um ponto franco pelo Capitão 2. Algo sobre ação que eu acho ótimo. Não apenas pelo design, mas a forma como os Russos filmaram isso. Eu realmente acho. Terão várias lutas em time.

É um elenco muito grande. Há alguém em particular com quem você quer trabalhar mais, ou algum personagem que você espera interagir mais?
STAN: Visão. Eu realmente adoro o ponto fraco do Visão. Eu não o vi no set. Eu tenho de dizer, Paul Rudd foi bem difícil de trabalhar.
EVANS: Você teve problemas?
STAN: Oh, eu não sei. Ele poderia simplesmente estar andando pela mesa.
EVANS: Eu realmente gosto das minhas cenas com a Scarlett (Johansson). Algo sobre esse relacionamento, porque eu não acho que seja romântico. Eu acho que é um precisar do outro. Ela meio que tem estado sozinha por muito tempo e provavelmente evitou amizades por razões profissionais. E eu não tenho amigos, porque estava congelado. Mas eu acho que no Capitão 2 teve essa proposta sexualmente atrativa onde eles encontraram camaradagem e isso agora é meio como uma ligação de irmão e irmã. Há algumas cenas legais nesse filme.

Você acha que esse filme se encaixa na trilogia dos filmes do Capitão?
EVANS: Provavelmente não. Devido ao que acontece nos filmes dos Vingadores. Você não pode colocar um rótulo nele e simplesmente achar isso.
STAN: Eu fico tão feliz que você sabe o que está acontecendo. Talvez nós devêssemos falar mais um pouco sobre isso.

Anthony Mackie diz que ele recebeu apenas algumas páginas do roteiro quando ele estava no ultimo filme dos Vingadores. Vocês receberam o roteiro inteiro dessa vez?
EVANS: Sim! Eu não quero soar ruim. Eu acho que foi apenas o Mackie.

Com todos esses novos personagens, o Capitão está tentando criar algo maior com esses novos caras, como Homem-Formiga ou Pantera Negra ou até mesmo Bucky?
EVANS: Não, eu acho que muitas coisas acontecem, que muitos heróis surgem devido à necessidade nesse filme, o que é algo interessante para mim. Eu acho que ao contrário, o Capitão está procurando, especialmente ao fim do Capitão 2, questionando o lugar dele no mundo. Qual é o lar? Como você disse, eu não sei se é aqui onde ele quer estar. E eu acho que ele está lutando com isso, e nesse filme, as coisas acontecem e ele é forçado a deixar isso de lado e a navegar em águas desconhecidas com pessoas novas e ser o líder, queira ele ou não.

Qual seria a música favorita do Capitão do Earth, Wind and Fire?
EVANS: Essa é boa. Essa é uma pergunta do Mackie? Pergunte ao Mackie qual a música favorita dos Beatles do Falcão.

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