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postado por Sara Teles e categorizado como Uncategorized
01.06.2020

A questão principal no coração da série Defending Jacob, da Apple TV+, é simples: ele [Jacob] matou? Para Jaeden Martell, que interpreta o papel principal, essa pergunta também foi a chave para desbloquear sua atuação como o adolescente acusado de assassinato. A série, que responderá a essa pergunta ao fim desta semana, segue os pais de Jacob, interpretados por Chris Evans e Michelle Dockery, enquanto eles enfrentam a realidade de que seu filho pode ser um assassino. Martell passou os últimos anos aparecendo em alguns dos filmes mais populares de Hollywood, desde a adaptação para o terror de Stephen King “It” e sua sequência até o mistério do ano passado, Knives Out. Natural da Filadélfia, Jaeden, de 17 anos, iniciou sua carreira com um comercial da Hot Wheels e cresceu nos sets de filmagem desde então, evitou os papéis juvenis que atolam as carreiras de atores adolescentes, criando um nicho em material mais sombrio, como o filme indie de terror claustrofóbico do ano passado The Lodge. Aqui, Martell conta a seu parceiro de tela pela terceira vez e pai na tela, Chris Evans, porque ele é atraído pela escuridão.

CHRIS EVANS: O que está fazendo, amigão?

JAEDEN MARTELL: Nada demais. Como você está?

EVANS: Lentamente deslizando para a insanidade.

MARTELL: Te entendo.

EVANS: Okay, eu trouxe uma lista de merdas bem contundentes, Jaeden. É melhor você estar pronto. Não vou pegar leve. Primeira pergunta: quem você mais odeia em Hollywood?

MARTELL: Chris Evans.

EVANS: [risos] Vamos levá-lo ao topo. Você faz isso desde que era um feto. O que te levou a atuar?

MARTELL: Quando eu era criança, não achava que conseguiria, porque cresci em Philly. Mas mudei-me para Los Angeles com minha mãe quando tinha 8 anos, e muitas pessoas aqui fora são atores ou estão ligadas à indústria de alguma forma, e conheci minha atual gerente. Ela tem um monte de filhos, todos atores, e eles fazem comerciais desde crianças, então ela disse que eu deveria experimentar. Mas eu era naturalmente introvertida e tímida, então entrei por acidente e me apaixonei por isso, como as pessoas fazem.

EVANS: Você é preparado e maduro para uma criança da sua idade. Isso não é uma pergunta, sou apenas eu soprando fumaça. O que tinha no papel de Jacob que despertou seu interesse?

MARTELL: O roteiro, [o diretor] Morten [Tyldum], [o escritor] Mark [Bomback], e você eram grandes atrativos, mas a coisa mais atraente do programa era o próprio Jacob. Eu podia me identificar com ele, mas ele também era misterioso e meio confuso de descobrir enquanto eu lia os roteiros. É muito interno, e eu consegui descobrir quem era esse personagem. Eu nunca tinha feito isso antes. Sinto que todas as informações estão sempre na página e, com essa, pude usar minha imaginação e criatividade para criar esse personagem.

EVANS: Não sei se você já disse em voz alta se acha que Jacob matou ou não. Isso é uma coisa muito legal de se guardar. O que você foi capaz de fazer para se preparar para um papel como esse?

MARTELL: A maior coisa que fiz foi descobrir quem era Jacob e se ele fez ou não. Mark e Morten queriam me dar a liberdade de escolher, e eles sabiam que, não importa qual fosse a resposta, isso não afetaria a forma como eles a filmaram ou como ele foi retratado externamente. Eu tive que descobrir se ele fez ou não, e não apenas como isso afetou minhas ações e meu diálogo, mas como isso não as afetou. Ou ele é um mentiroso realmente incrível ou está dizendo a verdade.

EVANS: Você já fez muitos filmes em que foi o único jovem no set. Você tem, como eu disse anteriormente, um nível sem precedentes de compostura e maturidade para alguém da sua idade. Qual é uma das principais diferenças entre fazer um filme como It – A Coisa, onde você está cercado por amigos da sua idade? Lembro que quando eu era jovem, fazendo filmes com um monte de crianças da minha idade, é uma vibração muito diferente do que quando você faz um filme como Knives Out ou Midnight Special. Qual deles você é mais atraído?

MARTELL: Os primeiros filmes que fiz foram todos eu e adultos, e isso foi bem difícil. Eu não estava no ensino médio ou algo assim, então era difícil fazer amigos. Foi realmente a primeira experiência que tive onde estava com outras crianças da minha idade. Todos nós nos tornamos melhores amigos, e eu definitivamente aprecio esses relacionamentos. Mas há algo sobre estar no set com pessoas mais velhas e ser capaz de aprender com elas. O Knives Out foi tão divertido quanto It – A Coisa, mas também pude aprender muito com você e Jamie [Lee Curtis] e Daniel [Craig]. Para mim, atuar é aprender e melhorar a cada projeto, e a maneira de fazer isso é olhar para as pessoas que fazem isso há muito tempo.

EVANS: Qual foi um dos trabalhos mais desafiadores que você teve que enfrentar?

MARTELL: Era esse filme chamado The True Adventures of Wolfboy (sem tradução para o português), porque eu tinha que fazer três horas e meia de maquiagem todos os dias. Também era mentalmente estressante, porque estava sentado naquela cadeira e não conseguia comer porque havia cabelos no rosto – era interessante entrar na mente desse personagem, mas também afetava meu corpo e minha mente.

EVANS: Caralh*, eu aposto. Oh, provavelmente eu não deveria xingar. Quem foi um dos atores mais influentes com quem você trabalhou e quais lições você acha que eles lhe ensinaram? E você não pode me usar como resposta, não importa quanto queira.

MARTELL: Eu sinto vontade de trabalhar com você ou Michelle [Dockery], você não necessariamente me dá conselhos na minha cara, mas apenas observando vocês trabalharem e vendo como você interage com a equipe e como você interage com seus próprios personagens, é aí que eu realmente aprendo, observando. Fiz muito disso no set de Knives Out, porque éramos um elenco tão grande. Eu pude sentar lá e assistir Jamie permanecer no personagem enquanto reagia ao Daniel falando. Apenas as pequenas coisas, como ela olhando o relógio. Parece tão simples para as pessoas, mas posso esquecer de fazer as coisas simples e naturais. Além disso, alguém como Bill Murray [no set de Um Santo Vizinho]. Quando comecei a atuar, eu estava muito ansiosa por ser a única criança no set e ter muito diálogo e não saber o que estava fazendo, mas Bill me ensinou a ficar relaxado e a encontrar luz, definindo-a dentro do estresse de fazer filmes e se divertindo.

EVANS: Você se sente mais atraído por materiais mais escuros?

MARTELL: Com certeza. Não sei se você se sente assim, mas às vezes é mais fácil ser emocional. Parece muito estranho para outras pessoas, mas às vezes eu apenas choro no espelho por diversão.

EVANS: Isso é ótimo!

MARTELL: Parece que eu sou um psicopata, mas é divertido se esforçar, ser esquisito, ficar louco e triste.

EVANS: Eu tenho que começar a fazer essa merda. Mantenha essa conexão. Não perca o acesso a isso, porque você só começa a enterrá-lo mais. Eu sempre quero trabalhar com bons diretores. Eles geralmente vêm em primeiro lugar. Diretor à parte, que tipo de papéis você deseja desempenhar?

MARTELL: Eu sempre quis interpretar o vilão. Alguém que você ama odiar. Heath Ledger em O Cavaleiro das Trevas e Javier Bardem em No Country for Old Men, onde são pessoas terríveis que você nunca gostaria de conhecer, mas você ainda é atraído por eles e é capaz de simpatizar com eles, mesmo que seja horrível.

EVANS: É difícil você usufruir da sua idade porque você é muito mais avançado do que os seus anos? Você fica empolgado com a idéia de interpretar adultos porque pensa: “Merda, meu cérebro está aqui há anos”?

MARTELL: Eu ainda sou uma criança comum. Jacob faz coisas idiotas que eu nunca faria, como jogar videogame e entrar nas redes sociais quando não deveria. Eu acho que isso é menos uma coisa da idade e mais uma coisa do personagem, então eu tenho que pensar sobre isso e tentar justificar isso em minha própria mente. Mas tive a sorte de interpretar personagens realmente interessantes e complexos que não são definidos apenas por idade, o que é muito legal. Muitos jovens atores não conseguem fazer isso. Muitos atores ficam presos fazendo a mesma coisa. Essa é a coisa interessante de ser ator infantil. Você apenas tem que ser natural e agir como você. É isso que gera empregos. Mas, para ser um bom ator e ponto, você precisa ser bom em mudar a si mesmo e se tornar personagens diferentes, então espero poder fazer isso.

EVANS: Bem dito. Eu odeio as perguntas de quem é seu ator favorito, então vou enquadrar assim: existe uma carreira lá fora que é um modelo para você? Gosto de muitos atores, mas nunca iria querer suas carreiras. Que ator por aí você acha: “Cara, esse cara realmente fez isso e eu adoraria segui-lo nesses passos”?

MARTELL: Eu sempre amei Leonardo DiCaprio. Ele escolhe um papel de cada vez e realmente mergulha nele. Eu acho isso realmente admirável. Pessoas como Daniel Day-Lewis e Joaquin Phoenix, sinto que gostaria de ter suas carreiras até certo ponto. Eles meio que se movem além da sanidade.

 

Tradução: Amanda Gaia 

Créditos: Chris Evans Brasil 

Fonte: Interview Magazine 

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