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Arquivo de 'Entrevistas'



11.09.2015
postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas

Qual foi o seu melhor Natal?
CE: Provavelmente foi em minha antiga casa. Me mudei de casa quanto tinha 9 anos de idade. Antes de nos mudarmos o Natal era incrível. Creio que tinha em torno de 8 ou 9 anos quando nos deram um brinquedo para eu e meu irmão e minhas irmãs brincarmos.

Que cheiro mais te lembra o Natal?
CE: Pinho. Sei que é uma resposta típica, mas é o cheiro de Natal. Quando entro em minha casa e sente o cheiro sabe que é tempo de Natal.

Como é seu Natal perfeito?
CE: Tenho uma familia muito grande em Boston. Minha família está distribuída na área de Boston. Sempre temos muita família e muita música. Sou um grande fã de Johnny Mathis, então com as canções de Johnny Mathis, um bom cheiro de pinho no ar e muitos familiares, este é um bom Natal.

Qual é seu prato favorito na ceia de Natal?
CE: Tem que ser peru. Também servimos ravioli antes do peru, que meu tio faz com uma incrível salsa de soja. E todo o vinho. Mas nada supera o peru.

Qual é o melhor presente de Natal que já recebeu?
CE: Quando é mais velho a gente deixa de dar presentes. Infelizmente, isso acontece. Quando consegue um presente é como uma explosão. Creio que todos os melhores presentes foram quando eu era pequeno.

Recorda qual foi o pior presente de Natal que já recebeu?
CE: Sem presentes ruins no Natal.

Quais são suas três recomendações para o Natal?
CE: Conseguir um perfume da Gucci, obviamente uma aposta segura. É algo que funciona para todos. Tem classe, dinheiro, vai com tudo. Também gosto de ganhar presentes em forma de música no iTunes, eu passo muito tempo baixando. Se você tem um cartão de presente certamente ajuda. Alguém conseguiu pra mim um desses leitores de cartão ano passado e havia me ajudado para vida. Você pode levar milhares de livros nessa pequena coisa. Tem feito minha vida muito mais fácil.

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

11.09.2015
postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas

Chris Evans esteve no Festival de Filme de Toronto três vezes, mas nunca como um diretor. Ele admitiu estar nervoso do envolvimento do seu lado diretor com o de atuar, “Before We Go” na próxima semana. “Como ator você atua um pequeno pedaço de um quebra-cabeça.” Evans disse. “Como um diretor você é parte de toda decisão do começo ao fifm. Se alguém não gosta do filme, é sua culpa. Isso é intimidador.”

Evans tem aparecido nos filmes desde que era pequeno, mas ele somente teve reconhecimento internacional graças a Capitão América da franquia da Marvel, parte da saga “Os Vingadores”. Ele queria dirigir por um longo tempo até o script de uma história de amor sobre um músico de rua (Evans) que conhece uma garota (Alice Eve) no Grande Terminal Central em seu caminho. Evans fez o drama de $5 milhões em 19 dias, filmando por Nova Iorque.

“Todo mundo diz que a parte mais difícil é ser responsável.” Evans diz. “Eu amei. Sou meio controlador. Eu realmente gostei das pessoas precisando de mim para responder perguntas.” mas ele admite que ás vezes ficou balançado com o lado financeiro de fazer um filme. Ele foi informado que deveria ir a uma tecnologia de olheiro. “Eu tive que perguntar a um dos meus produtores. O que é uma tecnologia de olheiro?”

Depois de estar envolvido, Evans começou a editá-lo no computador por sua conta. “Durante a minha pausa de Natal e pausa de Nova Iorque, eu fiz os primeiros 30 ou 40 filmes no meu computador usando o IMovie, isso é embaraçoso de dizer, mas foi de muita ajuda.” Evans disse. “Eu estava cortando o filme. É muito fácil de navegar.” Depois ele teve que fazer a montagem com um editor e eles trabalharam com o restante do filme em uma sala de edição de verdade.

Evans teve a completa versão de seu filme antes da Marvel tirar uma parcela de sua vida. Em Março, ele vôou para a press Internacional de “Capitão América – O Soldado Invernal” antes de viajar para Londres para filmar “Os Vingadores – A Era de Ultron” sequência. (Evans diz que o próximo filme dirigido por Joss Whedon é um pacote de ainda mais ação – “Isso é Marvel.” ele diz. “Marvel é algo tentando superar a si mesmo”.) Nos finais de semana, Evans teve que voar de volta para Los Angeles, onde ele teve que atender a testes de atuação e olhar algumas anotações para a versão final do filme.

Evans disse que ele não estaria na cadeira de diretor se não estivesse em “Capitão América.” Ele estava tentado a vender direitos internacionais para o filme baseado em seu reconhecimento global da marca. “A beleza em começar no universo da Marvel é que você ganha certa noção como comandar um filme.” Evans disse. Ainda ele deseja que ele não tenha que atuar num filme que dirige. “A luz verde é como um ator.” ele diz. “Se você tem a oportunidade de dirigir, você tem que se colocar no filme.”

Ultimamente, ele tem sido obsessivamente colocado sobre os scripts em busca de um segundo longa. Espera filmar em algum momento do Inverno, antes de começar a fazer o terceiro “Capitão América”, que será filmado em Março. “Há uma oportunidade para ser mais aventureiro” ele diz, no processo de procurar seu novo projeto. “Eu só quero ter certeza que é algo que sou apaixonado e não estou só fazendo pela oportunidade.”

Evans teve um ano movimentado: “Capitão América – O Soldado Invernal” é o segundo filme em DVD com $260 milhões. “Fico surpreso quando um dos filmes que faço é grande.” Evans disse. “Se há alguma coisa que você não pode contar é com os negócios, não é fácil fazer filmes bons.” Ele também participou de “Expresso do Amanhã” que fez $6 milhões. Evans não tem certeza sobre a estratégia de saída de seu filme “Eu me sinto meio ingênuo na tentativa de responder isso.” ele disse. “Eu ainda estou aprendendo a respeito.”

Tradução: Sammy Martins.
Créditos: Chris Evans Brasil.

11.09.2015
postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas

Como vocês devem saber, SuperHeroHype do ComingSoon.net esteve em Londres no último ano para visitar o set de Os Vingadores: Era de Ultron, e enquanto muitas coisas que vimos ainda estão sob os panos, nós estamos revelando aos poucos as entrevistas que fizemos no set.

Uma das primeiras entrevistas que fizemos ao chegar foi com Chris Evans, que tinha acabado de lançar seu bem-sucedido Capitão América: Soldado Invernal. Ele tirou uma folga das filmagens de algo secreto sobre a unidade B, completamente vestido com seu uniforme e conversamos com ele na sala de controle de som a apenas alguns metros de distância do novo Quinjet dos Vingadores, que conta com uma capacidade maior de lotação do que o pequeno do filme anterior.

Como qualquer entrevista que acontece num set, mas especificamente nesse caso de uma sequência bem esperada, os atores estavam preocupados com o que podiam ou não dizer e isso apenas um pouco depois de Capitão América: Soldado Invernal, e nós tínhamos muitas perguntas sobre o final do filme e como isso refletiria nos eventos de Os Vingadores: Era de Ultron, o que deixou Evans um pouco receoso sobre o que responder, mesmo que ele também estivesse nervoso quanto a responder sobre outras coisas.

Quanto o Capitão está sofrendo as consequências dos eventos do Soldado Invernal nesse novo filme?
Você sabe, ele está se adaptando. O time não tem mais ninguém a quem responder agora, não há mais S.H.I.E.L.D., então estamos meio que dependendo um do outro, mas isso dá a ele a oportunidade de meio que assumir a liderança, eu acredito. Desde que não há mais ninguém dando ordens a ele, ele não tem que questionar os motivos de ninguém, mas isso também significa que ele precisa se apoiar na sua equipe muito mais, então tem um pouco mais de tensão nessa nova dinâmica dos Vingadores. Nesses filmes, é difícil mergulhar com profundidade na história dos personagens, você entende o que quero dizer? Isso é somente a forma como esses filmes vão funcionar. Faça seu filme, depois volte para Os Vingadores e você tem que organizar todos esses conflitos do grupo e depois voltar para seu próprio conflito. Há muitas histórias acontecendo, muitos personagens para aparecer e se gasta tempo demais em seus conflitos individuais.

No final do Soldado Invernal, você começa a sua própria missão. Quando esse filme começa, nós o vemos nessa missão?
Eu não posso te contar isso.

Como está a dinâmica do grupo, e como os relacionamentos estão se desenvolvendo?
Eu também acho que não posso te falar sobre isso. Isso é complicado, porque você não quer entregar todo o jogo. Eu já consigo ver manchetes e depois alguns rumores.

Nós vamos atrasar isso um pouco, então você pode nos contar tudo.
Ah, com certeza você fará isso. Okay… todo mundo tem suas qualidades… a Feiticeira Escarlate consegue entrar na sua mente. Isso é uma habilidade dela que meio que é confrontada, além de seus próprios problemas pessoais e demônios e meio que que isso cria obstáculos e cria conflitos com o restante do time. Eu não quero ser profundo quanto aos conflitos pessoais, mas é tenso.

Esse é o quarto filme em que você interpreta o Capitão América. O quão confortável você está com o personagem e quanto você já possui sobre quem ele é?
Muito confortável. Você sabe, no primeiro filme, você está assustado. No segundo, você está um pouco intimidado, porque há tantas pessoas ótimas, mas é no Soldado Invernal quando as coisas realmente acontecem e você sente que realmente está fazendo progresso com o personagem e você fica um pouco mais confortável ao expressar suas opiniões. E os Russos são ótimos e eu amo o filme, tudo funciona de acordo com a minha própria evolução com o personagem. Então, nesse ponto, eu estou me sentindo realmente bem e, como eu disse, é complicado dar atenção individual para sua própria história num filme como esse. Eu estou muito ansioso pelo Capitão América 3.

Há alguma evolução no seu relacionamento com Scarlett Johansson desde Soldado Invernal, que era casual e engraçada?
Eles realmente fizeram um bom trabalho com a Scarlett nesse filme com suas histórias pessoais, a conexão definitivamente está lá, mas nós a definimos. Nós não vamos continuar mexendo nela. Já está formada. Está lá. É sólida. A fundação está ali, então nesse filme, começa meio que uma conexão entre os dois, mas ela possui seu próprio arco nesse filme.

Nós temos a impressão de que nesse filme que Os Vingadores têm ficado juntos nesse tempo entre os dois filmes ou eles apenas se reúnem quando esses grandes eventos acontecem?
Não, eles fazem um bom trabalho, porque o filme dura apenas algumas horas. Você tem um monte de pessoas para encaixar, então nós realmente tivemos que correr com esse filme. A cena de abertura é um boom, então nós não queremos realmente ficar tipo, ‘O que você tem feito?’, aí meio que os diálogos são, ‘Cara, esses últimos anos foram realmente loucos, não foram?’ (risos). Isso realmente não acontecerá. Você não quer gastar o tempo tendo reencontros. Você apenas quer ver esses caras lutando juntos. Tudo que a Marvel faz é como um movimento no xadrez. Nada é por acidente. Tudo é calculado, então algumas vezes, há coisas que nem nós sabemos e meio que ficamos, ‘Isso é o porquê de você ter feito aquilo? Vocês, caras. Seus filhos duma mãe.’ (risos).

Teve alguma coisa que você conversou com o Joss antes de começar que você realmente queria que acontecesse no filme?
Você sabe, quanto ao personagem, Joss acertou no primeiro Capitão América, e ele não é apenas um fã. Ele ama as HQ’s, então não é como falar com alguém que não tem ideia do que o público quer, ou como esse personagem é. A única coisa que falei com ele foi sobre a consistência. No segundo filme do Capitão, nós realmente evoluímos de acordo com o que esse cara é capaz de fazer, o que foi legal de ver, porque no primeiro filme, ele apenas é forte. N’Os Vingadores, ele continua, mas na minha opinião, era apenas socos, socos, chute, chute. Você não pode apenas ser Jason Bourne. Você tem de ver esse cara fazendo coisas que ‘É, ele merece um lugar nesse time’. No Soldado Invernal, ele está saltando de aviões e fazendo coisas inacreditáveis. Eu não quero retroceder, então temos que ter certeza de que ele continua treinando. Seu estilo de luta precisa avançar um pouco. Eu não quero bancar o Bruce Lee, mas ele precisa mais do que alguns golpes e chutes bacanas. Precisa de uma exibição consistente de força. Usar o ambiente de uma forma que ‘Está certo ele conseguir ele levantar a moto com apenas uma mão…’ Não vamos esquecer que eu não posso ser socado por um homem e ser abatido. Isso não faz sentido. Então essa é a única coisa e isso é uma coisa difícil de se lembrar. Você sabe, mesmo n’Os Vingadores, eu joguei um saco de luta do outro lado da sala. Se ele bater numa pessoa, ela não vai se levantar. É apenas a forma como as coisas acontecem, então não podemos fazer as coisas de outro jeito. É isso. Apenas tentando manter suas ações controladas e isso é complicado com todos esses personagens.

Qual a função do Capitão em reunir esses caras novamente?
Bem, não é que ele esteja soando o alarme. Isso é meio que desnecessário. Você sabe, uma vez que a S.H.I.E.L.D. caiu, isso afetou a todos e eu não sei o quanto posso dizer, mas há algo que afeta a todos nós e que exige que nos reunamos e lutemos como uma unidade. O Capitão está mais apto a assumir a liderança. Você sabe, ele esteve em guerras. Ele entende a dinâmica da equipe. Ele não faz isso por arrogância ou ego. Ele faz isso por necessidade e funcionalidade.

Qual seu Vingador favorito, além de você mesmo, agora que vocês estão juntos numa segunda aventura?
Qual meu Vingador favorito? Essa é difícil. Eu me coloco no topo da lista honestamente. Como um homem, eu ficaria com Steve Rogers. Como um vingador, vamos lá, eu não sei. Eu realmente acho o Thor bem legal. E também gosto muito do Homem de Ferro, porque, você sabe, eu não consigo ficar cheio do Downey. Toda fala dele é muito boa. É realmente muito louco assisti-lo trabalhar se você tiver uma chance. Ele é como Deus, eu consigo ver esse cara dar à luz a isso – nós não estaríamos aqui se não fosse por Downey e o que ele fez no primeiro filme do Homem de Ferro. Ruffalo. Você sabe, tudo que ele faz é interessante e único. Uma escolha muito boa. Eu seria o primeiro a admitir. Se você me perguntasse quem interpretará o próximo Hulk, eu não sei se ele estaria no radar de muita gente e agora não conseguimos ver ninguém além dele. Ele é perfeito. Eu não sei. Todo mundo é ótimo. Paul Bettany, cara. Nós tivemos nossa primeira cena com ele. Ele é tão bom, tão bom. Ele é. Vocês vão amá-lo. Ele será ótimo.

O que os novatos trouxeram de novo para a mesa?
Deve ser difícil entrar, você sabe, ser a criança nova no parquinho. Pessoas têm feito esses filmes como um grupo e nos seus filmes individuais, vindo e tentando não estragar a fórmula, mas todo mundo é bem talentoso e profissional. Eu não sei como isso se chama, mas isso parece certo, quando nós estávamos sentados ontem fazendo uma cena com Paul, Aaron, Lizzy e é meio que, ‘Vocês, caras, não estavam no primeiro filme dos Vingadores? Não, m***a, nós não estávamos.’ Parece certo. Parece normal e eles são tão legais e tão bons e sempre dentro de dois dias, Joss nos mostra pequenos clipes do que são essas habilidades e como elas vão parecer e como a Lizzy verá as coisas. É como, não é porque o Capitão é realmente forte. É que eles farão tantas coisas legais e eu nunca fiz parte de um filme em que todos se dão tão bem, tão consistentemente e mesmo quando você adiciona outras pessoas à essa dinâmica, isso não é estragado. Eu não sei como está funcionando, mas estou feliz de ser parte disso.

Qual a sensação de estar de volta ao set com essa equipe e com um diretor com os quais você já fez isso antes? Você se sente mais confiante?
Sim, um pouco. Você sabe, de uma forma estranha, você sente como se nunca tivesse deixado o set. É muito isso quando seu filme meio que tem peso e pressiona o seu envolvimento. Todo dia, toda cena e isso é muito. Esse filme não é apenas diversão. É como um acampamento de verão ou algo parecido. Há ainda responsabilidade e todo mundo está fortemente compromissado e sendo profissional quanto a isso, mas há algo sobre estarmos nisso juntos, estamos dando os braços, você sabe, nós somos um time. Estamos sincronizados. Sente-se muito mais seguro nessa forma.

Há muitas mudanças no roteiro a partir do momento que vocês estão no set?
Ah sim. Oh meu Deus, Joss. Um pouco antes das filmagens, ele meio que te dá novas nove páginas. Joss, tudo bem, ok? Eu quero dizer, não são grandes alterações, mas às vezes as falas mudam. Eu não sei se é porque há muitas vozes e opiniões aparecendo sobre partes individuais das falas, ou se é o Joss que acorda e que não consegue ficar quieto até que tenha uma ideia melhor, mas tudo é ótimo. Nada é ruim. Nunca piora. O cara só melhora. E mesmo até no momento, ele pode dizer ‘Eu não sei se gosto disso’. E ele vai pensar por 30 segundos e vem com essa nova ideia brilhante. Deus, ele é muito bom. Ele é muito bom no que faz. Então há um monte de mudanças, mas nada que realmente abale a Terra.

Você mencionou sobre como seu estilo de luta evoluiu, então, como continua evoluindo nesse filme?
Bem, eu quero dizer os inimigos são um pouco mais desafiadores duma forma que ele não é tão eficaz quanto gostaria de ser. Você tem de medir a habilidade dos seu inimigo baseando-se na sua capacidade de vencer, e às vezes, o Capitão precisa apanhar. Ser aquele que é jogado para o lado, porque, você sabe, esses Ultrons são bem poderosos. Então como seu estilo de luta tem evoluído? Não é incorporando Wing Chang ou Jeet Kune. Fazer qualquer coisa parecida com isso. Eu estou tentando incorporar um pouco mais de reflexos, entende o que quero dizer? Eu amaria ter mais cenas onde você entende que não é apenas velocidade e habilidade. É o fato dele poder se mover. Mesmo quando suas mãos estão atadas, você não conseguiria tocá-lo. Você sabe, ele ainda pode reagir incrivelmente rápido, então estamos tentando adotar isso, mas do outro lado, nós também estamos tentando mostrar o que o inimigo consegue fazer. É só uma questão de manter a velocidade e a força, e a agilidade e esse tipo de coisa.

Caminhando para a fase 3, você acha que isso leva os personagens a lugares realmente interessantes no final desse filme. Você tem alguma noção para onde está indo?
Oh, claro. Mesmo você olhando contratualmente, como tudo está meio que ligado e alinhado. Se, se eles quiserem ter uma ruptura clara, finalizar agora, nós estamos chegando ao ato final, então é meio que podem encerrar tudo de uma vez. Então, ao final desse filme, todo mundo terá uma trajetória bem interessante e não é apenas sobre os próximos seis filmes. Eles vão encerrar de vez.

Obviamente uma grande parte do filme será sobre Ultron. Estou curioso se você pode falar um pouco sobre o que ele representa como vilão para o grupo e também como é trabalhar com Spader?
Spader. Deus, Spader. Tão bom. Bem, eu falei com o Joss sobre isso. Não é apenas sobre o poder do vilão ou sua luz brilhante ou sua habilidade. É meio que a mentalidade do vilão. E isso realmente é Joss. Ele é um escritor esperto, então realmente é sobre o que os caras são – posso dizer tudo que eu quero dizer? Eu já cheguei a esse nível?

Não, você está bem.
Evans: Não me f***m com isso, caras.
Representante do filme: Em termos gerais, você pode falar sobre Ultron.
Evans: Há essa ideia além do Ultron que o faz ainda mais único do que apenas um cara mau. Ele não quer apenas matar Os Vingadores. Ele não quer apenas destruir o mundo. Ele tem todos esses monólogos e lindos discursos que meio que dão corpo à essa mentalidade sobre o que está errado com a humanidade. Isso representa algo mais profundo do que ‘eu sou apenas mau e não gosto dos bons mocinhos’. Então, são coisas como essa que nos fazem nos importar um pouco mais com a história do que apenas ‘eu sou o cara ruim’. Olhe para o que Hiddleston fez com Loki. Ele fez um personagem verdadeiro. Ele fez um conflito real e Loki poderia ter um filme que envolva algo com os super-heróis. Seria realmente interessante um estudo do personagem; como esse cara precisa dum terapeuta. Mas é profundo e isso que faz você se importar. Eu acho que teremos isso com Ultron.

Você falou sobre o papel de liderança que o Capitão tem agora nos Vingadores. Como isso acontece com Thor, Hulk e Tony Stark? Eu tenho certeza que eles não iam querer ninguém pra liderar.
Bem, algumas pessoas estão tendo outras coisas em mente. E coisas que vemos em nós mesmos nesse filme. Cada um de nossos obstáculos, nossas batalhas, nossas lutas, nossas falhas, nossos medos. Isso são coisas que meio que motivaram a mudança e a evolução. Então, para alguém como Tony, talvez ele não queira mais nada do que ser o cara de frente. Ele tem que encarar que há pessoas como Thor. Thor é um soldado. Ele não é apenas um soldado de outro mundo. Então, há um entendimento mútuo entre esses dois – Capitão e Thor – e o mesmo com o Gavião. Esses caras estão todos numa batalha, então eu acho, na maior parte, que não há tantas conflitos de ego quanto à questão de quem está liderando essa equipe? São conflitos mais pessoais e mais questões pessoais sobre quem eles são como pessoas e o que eles estão procurando e o que faz sentido e o que é certo e errado. Não é tanto sobre quem é o cara na liderança.

Um dos arcos do Capitão foi sobre se sentir confortável como um homem fora de seu tempo num mundo muito complicado. Parece que nesse filme vai ficar ainda mais complicado. Ele tem algum problema de confiança depois do ultimo filme e que vilões e heróis cruzam caminhos e que eles trocam lados ao longo do filme. Você pode nos falar sobre a reação dele quanto a isso? Quais são seus demônios?
Bem, há mais relacionamentos pessoais nesse filme com o qual o Capitão presencia e eu acho que isso meio que o leva a questionar seu propósito quanto ao que ele realmente quer, se ele é um cara que queria se casar, uma esposa e filhos e estabilidade e normalidade. Ele quer servir a seu país, mas o que ele realmente quer na sua vida é algo normal. E então ele foi congelado e as coisas mudaram, então é uma questão de onde que é o lar? Ele sempre esteve meio perdido e o segundo filme do Capitão é sobre isso. ‘O que eu quero? O que eu deveria fazer? O que me satisfaz?’ E nesse filme meio que ele tem ver alguns desses relacionamentos de perto e questionar ‘isso é o jogo final?’. É por isso que ele está lutando?

Há uma evolução visual acontecendo com os uniformes do Capitão e como ele se parece, mas para você, como um artista, quanto poder de decisão você tem sobre o que você quer fazer fisicamente e quanto é te dado?
Eu não tenho muito poder nisso. Isso eu te digo. Eu realmente gosto do uniforme reserva do segundo filme, o azul na abertura. É o meu favorito. Era tão legal e permitia a gente se movimentar e eu podia respirar. Era ótimo. Eles continuam mudando essa m***a.

Agora que seu uniforme tem o ‘A’ dos Vingadores, você diria que a equipe se transformou numa organização formalizada? Vocês agora têm uniformes oficiais dos Vingadores?
Certamente. Eu quero dizer, essa é a coisa. No primeiro Os Vingadores, é a dor do crescimento. Eles estão se conhecendo, estabelecendo confiança, entendendo seus papeis e desenvolvendo uma aliança. Agora, nós somos uma unidade. Nós atingimos o poço nesse filme e desde a queda da S.H.I.E.L.D., nós somos forçados a depender um dos outros, então nesse filme há uma clara certeza de que eles são um time e devem operar como um. Nós vamos vencer como uma equipe, e perder como uma equipe. É isso o que acontece. Não há dúvidas sobre a lealdade de um para com o outro. É apenas uma questão de enfrentar as dificuldades como um time.

Nos quadrinhos, a lista está sempre mudando. Nós vamos ver uma agitação? Para esse, nós temos o Mercúrio, Feiticeira Escarlate, Gavião Arqueiro e nos anos 60, todos os outros caras deixaram e se tornaram Os vingadores. É isso que vai acontecer no final do filme?
Eu não sei como responder a isso sem revelar muito. É a Marvel. Eles nunca farão a mesma coisa, você entende o que quero dizer? Eles sempre tentarão mudar e ter outros eventos e surpresas e dar ao público o que eles não esperam.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.

11.09.2015
postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas

Porque Chris Evans escolheu dirigir uma História de Amor em Before We GoEle foi um capitão, astronauta e uma tocha humana. Agora, ele também é diretor.

Chris Evans, estrela de Capitão América, Sunshine e Quarteto Fantástico está estreando como diretor com o filme “Before We Go” no qual, ele e Alice Eve interpretam dois estranhos que se cruzam na Estação Grand Central de Nova York e passam a noite juntas, se conhecendo. O filme irá estrear no Festival Internacional de Filmes de Toronto (TIFF) dia 12 de Setembro.

“Eu sou um romântico. Eu gosto de filmes de romance”, Evans disse. “O jeito que os filmes estão hoje, parece que, para encontrar público, eles tem que usar CGI (efeitos) ou criar algo totalmente novo com uma abordagem muito original. Eu gosto de “Um Lugar Chamado Notting Hill. Se você pode fazer um filme simples, mas fazê-lo direito, não há espaço para isso”.

Evans, que recentemente terminou as filmagens de “Os Vingadores: Age of Ultron”, conversou com Speakeasy em Toronto sobre “Before We Go”.

Você imaginava que seu primeiro projeto como diretor seria uma história de amor?

Para ser honesto, a primeira direção que eu queria fazer era um filme chamado “Burden.” Foi este filme muito escuro sobre a supremacia branca no Sul. Você faz as tabela lê e pensa, isso só se sente como um monte, e o script não estava 100% lá. Eu amei a história, o escritor e as pessoas envolvidas, mas eu simplesmente não me sentia bem. Então você volta para a prancheta. Eu sabia que esse roteiro estava lá fora e eu comentei com meu time. Era um roteiro que eu tinha lido por volta de 2007 Felizmente, ninguém possuiu. Precisou de trabalho duro, mas me senti bem. Senti-me perto o suficiente. Eu estava animado com isso.

Você sabia que iria fazer o papel principal?

Bem, não. Eu digo uma coisa. Eu não queria, mas vou ser honesto, eu não acho que eu seria capaz de fazer um filme que eu não fizesse parte, sabe? Tenho muita sorte no sentido de que eu tenho este contrato Marvel e Marvel fornece uma certa quantidade de notoriedade que lhe proporciona a oportunidade de fazer filmes como ator. Eu não acho que eu teria sido capaz de fazer este filme se eu não estivesse envolvido. Isso é o que você tem que aceitar quando entra nele, e que eu estou bem com ele. Só para ter a oportunidade de dirigir, eu vou agir. Eu estou bem. Eu vou fazer isso. Isso ainda pode ser o caso para os próximos anos, mas eu estou bem com isso.

(Alerta de spoiler) É interessante que no meio do filme, existe uma possibilidade de que eles não possam ficar juntos.

Bem, isso é o que eu queria. Eu vou dar-lhe a trilha interna. O mais curioso é que quando eu li o roteiro, o que eu gostei é que eles não acabam juntos. Eu pensei que era ótimo. Para mim, o filme não é uma história de amor um para o outro. É uma história de amor ao amor. É essas duas pessoas que cada um tem problemas, eles estão cada fugindo de alguma coisa. Esses personagens cada um acreditava em amor bom e, como resultado, eles se queimaram. Eles estavam cada um prestes a adotar uma nova perspectiva sobre o amor, e isso é trágico. Eles se conheceram e encontraram uma razão de ser revigorados em questão de amar. O que o torna tão bonito é que é difícil, é uma porcaria, não acabam juntos. Isso é o que a torna especial. É por isso que eu escolhi o filme.

Eu digo-lhe o que – nós fizemos nosso primeiro teste de rastreio e as pessoas não estavam felizes [risos]. Foi duro! As pessoas estavam apenas furioso que não acabam juntos. Eu tinha um monte de pessoas que (faz dinheiro gesto com os dedos) fez o filme que era como, bem, eu acho que eles deveriam ficar juntos. Eu estava tipo, não, não, não. Isso não é o que este filme é. Não é por isso que eu o escolhi para fazer isso. Mas estou disposto a fazer concessões. Essa última cena, quando ela está no trem, nós acrescentamos. O filme original acabou com a gente deixando o outro no trem e foi isso. Tivemos muita resistência de nossos exames e dissemos que se quando ela está no trem, ela lê alguma coisa e é ambígua? Eu não quero escrever algum número de telefone que banaliza a integridade dos personagens, então o que se é apenas incerto? Para mim, foi o suficiente, não comprometer a integridade, mas isso deu a um monte de pessoas que estavam dispostos a ir para o filme uma sensação de felicidade, que eu acho que também é importante.

Você teve dúvidas como diretor?

Todos os dias! Sim, eu tive. Eu nunca tinha feito escola de cinema. Eu não sabia de nada, por isso é intimidante e é constrangedor. Fiz dezenas de filmes, mas a minha experiência em filmes foi atuar em filmes. Em termos de pré-produção e pós, eu não tinha idéia. Meu time seria como “de amanhã bem o batedor tecnologia,” e você diz: “Mas o que … é um caçador de tecnologia?” É muito humilhante perceber que eu não sei como isso vai. Mas eu aceitei que logo no início eu iria ouvir, posso não conhecer a terminologia. O que posso prometer é preparação. A única coisa que todos nós sabemos é cinema. Se você é um designer de produção ou de um DP, todos nós conhecemos filmes. Até o meu pobre DP, eu gostaria de ter um certo tipo de tiro para alguma coisa e agora, em retrospecto eu poderia dizer “eu quero um 100 milímetros com luz natural.” No início das filmagens eu dizia assim “Ei, hum, você já assistiu ‘Blue Valentine’? E ‘Beasts of the Southern Wild’?”

Quer dirigir um filme de grande orçamento como da Marvel?

Então, eu e Mark Kassen, o cara que eu trouxe para este filme, nós estávamos falando como “o que é o próximo?” Eu quero continuar dirigindo e ele falou “Qual o tamanho do filme que você quer dirigir?” Eu não me importo. Se eu li o roteiro certo, se esse script precisa de US$5 milhões, se esse script precisa de US$50 milhões, eu não me importo. Se eu leio um projeto que é lindo, que eu realmente quero fazer, tudo o que ele precisa, precisa.

Tradução: Flávia Coelho.
Créditos: Chris Evans Brasil.

11.09.2015
postado por Flávia Coelho e categorizado como Entrevistas

Como Capitão América, Chris Evans se transforma de um magrelo patriota numa arma contra Nazistas de destruição em massa. Aqui, numa aventura pervertida como nossa escritora, ele nos mostra como sair à noite, e talvez dominar o mundo

“Peitoral do Chris Evans. Como eles são? Como pedras macias numa loja de souvenir?”

É a mensagem que aparece na tela do meu computador numa manhã de segunda-feira em abril. Meu amigo Kyle me manda um link para uma página de fofocas do New York Daily News: eu estou sendo descrita como uma ‘misteriosa donzela’ que Evans apresentou à mãe na festa de estreia de seu filme; nós seguramos as mãos, o jornal está dizendo, ‘de maneira afetuosa’, e ainda tem mais ‘uma delas está sobre seu peito’. Oh.

Quando eu comecei a trabalhar nesse perfil, eu decidi optar pela abordagem ‘dizer sim a tudo, tentar ser legal’, com a ideia de que talvez conseguisse obter algo verdadeiro sobre a estrela de Capitão América: O Primeiro Vingador – ou com ‘verdadeiro’ como eu esperava que pudesse ser com o tempo que passamos juntos. Mas nos dias desde a minha primeira entrevista com Chris Evans, eu fiquei bêbada embaixo duma mesa, saí escondida da sua casa às 5:30 da manhã, consegui uma carona para casa com uma transexual, fui importunada impiedosamente na frente de sua mãe, e agora isso no papel.

Eu não me lembro de tocar seu peitoral, o que é muito ruim.

Deixe-me começar com nossa entrevista oficial, o que foi um pouco mais profissional e digna. Chris Evans chegou pontualmente ao Sonny McLean, um pub irlandês em Santa Monica escolhido por nenhuma razão além do fato de sermos de Boston, e em Boston há inúmeros bares irlandeses. Ele apareceu com óculos aviadores, uma camiseta vermelha, e um boné de baseball puxado até suas sobrancelhas. “O quão agressivo eu consigo ser?” Chris perguntou. “Doses?” Acontece que o bar só servia cerveja e vinho, difícil, então ele pegou uma caneca de cerveja que o fez se ‘sentir como um viking’. Eu tomei o primeiro de muitos vinhos brancos.

Essa noite foi a sua menos ‘normal’ noite de sábado em Los Angeles. Normal no senso de que em poucos dias ele estaria voando para Albuquerque para a pré-produção em Os Vingadores (no qual, Evans se junta como um super-heroi de um super grupo que inclui Homem de Ferro de Robert Downey Jr. e Hulk de Mark Ruffalo). E normal no sentido de que ele está na metade do caminho de ser um cara famoso, mas ainda capaz de andar na rua com seu cachorro em paz para ser um nome familiar – ou se não um nome totalmente familiar, mas no mínimo um nome familiar como o nome dos amigos dos filhos adolescentes. Ele estava tendo uma festa de despedida e passou toda a entrevista trabalhando nas festividades.

Chris Evans está com 30 anos e é bem bonito de uma forma familiar – meio que o cara mais bonito com quem você estudou no ensino médio e que envelheceu muito bem após a formatura. Seus dentes não são extremamente brancos, suas roupas não são particularmente estilosas. Sua face é bem amigável, mostra os dentes, e é bem mais sorridente do que a cara séria que ele faz nas campanhas de outdoor com Evan Rachel Wood para a nova fragrância da Gucci, Guilty. Também, e a mãe dele vai me matar por dizer isso, mesmo que ele seja um gigante na tela, pessoalmente ele é um cara de altura normal e que ocupa um espaço normal. Sua mãe, Lisa, cuja fraqueza é procurar por mensagens na Internet, disse, “Alguém escreveu no IMDb que ele parecia tão pequeno! E eu fiquei tipo, ‘Ele estava ao lado do Chris Hemsworth (estrela de Thor) – é claro que ele pareceu pequeno! Shaquille O’Neal pareceria pequeno!’ Às vezes, eu fico estressada, porque eu não quero que ninguém diga uma coisa ruim sobre meu filho, então eu ligo para ele e digo, ‘Alguém disse que você parece pequeno!’ e ele me diz, ‘Mãe, você tem de parar com isso, você tem de parar.’ Então, eu tenho tentado parar.” Chris, depois, rindo: “Ela não parou nada!”

Já que nós dois estamos solteiros e na mesma idade, foi difícil para mim não tratar nossa entrevista como um encontro. Surpreendentemente, Chris fez o mesmo, perguntando sobre mim, minha família, meu trabalho e o meu relacionamento mais recente. E em dez minutos ele contou uma piada e colocou a mão sobre a minha, Chris continuou tocando a minha mão e uns tapinhas nas costas, beijando minha mão e joelhos se encostando. Ele é uma estrela de cinema muito atraente, sem reclamações. Eu também não sabia o quanto deveria responder; quando o fiz, parecia como dar em cima do bartender ou confundindo o flerte profissional do bartender com algo a mais. Eu queria pensar que era genuíno, ou que pelo menos parte era, porque eu gostei dele logo de cara.

É nessa parte do perfil de uma celebridade onde eu falo sobre o quanto os olhos da estrela são azuis? Porque eles são muito azuis.

Nós dois bebemos muito e falamos muito. Eu não abri o notebook com as perguntas que eu tinha trago comigo.

“Eu não conheço muitas Ediths”, ele disse.
“Você provavelmente pensou que eu teria 100 anos.”
“Sim, eu ouvi ‘Edith’ e pensei que ela teria uns 60 anos.”

Eu não consegui perceber se ele estava brincando, sendo receptivo, um cara normal ou apenas interpretando o cara brincador, receptivo e normal para encantar a repórter. E num certo ponto (e não sei se isso prova o verdadeiro Chris ou a teoria do Chris ficcional), ele disse: “Eu sempre digo que os momentos na minha vida em que eu me senti o mais feliz são tempos em que eu, por exemplo, vi o pôr-do-sol…”

“Espere.” Sério? “Os momentos da minha vida em que eu me senti o mais feliz são tempos em que eu, por exemplo, vi o pôr-do-sol…”
“Sim, o quê?”
“Isso vai ser a citação principal.”
“O ponto é que quando eu assisto ao pôr-do-sol ou vejo uma cachoeira ou alguma coisa, por um instante, é tão bom, porque por um instante eu estou fora do meu cérebro, e não há nada a ver comigo. Eu não estou tentando entender nem nada, você entende o que quero dizer? E eu me pergunto se eu consigo de alguma forma encontrar uma forma de manter esse estado mental.”
“É para isso que o álcool serve, certo?” Eu disse, o que foi fofo demais e muito presciente.
“Boom.” Batemos as palmas (high-five). É difícil dizer o que ele fez mais: high-five quando ele gostou duma piada dele ou minha, ou fazer gestos idiotas quando ele ficou louco ao ouvi-lo falar.

No bar, nós conseguimos conversar sobre como ele foi de fazer comerciais em Boston a se tornar uma grande estrela de ação em Hollywood. A mãe de Evans cuida do Concord Youth Theatre fora de Boston, onde ele e seus irmãos se apresentaram pela primeira vez. (Seu irmão, Scott, com 27 anos e também um ator, é provavelmente conhecido pelo seu personagem, um policial gay, em One Life to Live.) Chris é o ‘tipo de grande idiota’, sua mãe me disse. “Aos 30 anos, ele ainda sabe todas as letras das músicas de A Pequena Sereia.”

Apesar do teatro para crianças, ele conseguiu estrelar comerciais locais, e quando acabou o ensino médio, ele decidiu tirar um ano de folga para ver se conseguia se tornar um ator. Então ele se mudou para Nova York, e depois para L.A., e … se tornou um ator. Ele teve seu primeiro grande papel aos 20 anos em Não é mais um Besteirol Americano, seguido pelos não tão bem recebidos Nota Máxima e Celular – um grito de Socorro. Ele ganhou a atenção dos tabloides pelo seu longo relacionamento com Jessica Biel, e ganhou a atenção dos fãs com Quarteto Fantástico, a atenção da crítica em Sunshine – Alerta Solar de Danny Boyle, e a atenção dos garotos legais no filme Scott Pilgrim Contra o Mundo. Seu personagem no último filme, um dos ex-namorados malvados enfrentado por Michael Cera para ganhar o coração da garota indie, é todo uma versão cômica com sobrancelhas arqueadas e bajulador e um tom sarcástico.

“As sobrancelhas”, ele disse, com seu sotaque de Boston. “O personagem deveria ser esse ator super ruim e um idiota total, e eu consegui o papel e muitas pessoas ficavam falando, ‘Você é perfeito, você vai arrebentar!’”, ele continuou com sua raiva fingida. “Eu fiquei tipo, ‘então eu consegui esse papel de um ator horrível, e vocês acham que eu arrebentei? Que eu sou natural e que ninguém conseguiria fazer melhor?” Esse é o seu filme favorito: “Foi realmente divertido. E eu amo o Michael Cera. Eu realmente amo. Eu gusto daquele garoto.”

Capitão América exige um diferente tipo de comicidade – uma completa, e quase dolorosa sinceridade. “Isso é o tipo de coisa que pode ficar muito melodramática e muito séria se você não for cuidadoso”, diz o director, Joe Johnston. “Mas Chris lidou com isso perfeitamente, deixando a sombra certa ao transformar um personagem de quadrinhos para carne e sangue.” Chris interpreta Steve Rogers, que é muito magro para se juntar ao exército. Nos estúdios da Marvel em Manhattan Beach, um produtor me mostrou como eles usaram CGI para colocar o rosto de Chris no corpo de um cara bem menor ou, usando o mesmo efeito, para encolher seu corpo, um cara de 1,83m e 81 kg para um cara de 1,60m e 55kg. O patriota fora do peso se voluntaria para um projeto experimental militar ultra-secreto, e Steve Rogers sai da cabine de experimento com um corpo brilhoso e gigante e livre de CGI do Chris Evans. “Seus ombros, seu peitoral, é tudo ele”, disse o presidente da Marvel Estúdios e produtor do Capitão América, Kevin Feige. “Ele tem o físico dos quadrinhos.”

Eu não sei qual a rotina de exercícios de Chris, porque é uma das muitas coisas que eu esqueci de perguntar a ele.

A forma como ele conseguiu o papel foi em si um mini-drama nos fan sites e blogs de filmes. “Depois do primeiro ou segundo round de testes oficiais de tela, minha equipe e eu voltamos e colocamos nossas mãos na cabeça e dissemos: “Vamos olhar a lista novamente. Quem nós perdemos?” Feige diz. “E eu vi a foto de Chris. Tem alguma coisa sobre o Chris. Por que não o trazemos?” Então eles o fizeram, e o amaram, mas Evans não tinha certeza e então eles ficaram indo e voltando por semanas até que ele finalmente aceitou. Como eles o persuadiram a finalmente conseguir o papel?

“Bem, eles não o fizeram”, Evans disse depois dos nossos drinks no pub irlandês. “Eu disse não um monte de vezes, e toda vez que eu disse não, eu acordei na outra manhã muito feliz e contente. Eu continuava dizendo ‘não’, e eles continuavam voltando. E eventualmente eu estava meio que ‘Quer saber o quê? Esse é o seu maior medo – isso e exatamente o que deve fazer.” Ele deu um golde enorme de cerveja no seu copo gigante. “Mas veremos. Eu poderia estar cantando num ritmo diferente em seis meses. É fácil falar todas essas coisas pretensiosas agora.” Ele grunhiu e fez um gesto obsceno. “O problema é que, se o filme é ruim, isso é um dos muitos problemas. Se o filme for bom, acontecem as sequências, e aí vem a merda…” Ele disse, se segurando antes de reclamar, o quê? Brinquedos de ação? Os paparazzi? A atençaõ? “Vamos manter um respeito saudável sobre o que estamos falando aqui” Ele continuou. “É por isso que eu me odeio em entrevistas. Do nada, você para e fica como, ‘Chris, como você ousa? Eu não vivo em Darfur. Eu tenho as duas pernas.”

“Mas você não pode ficar o tempo todo ‘Eu sou tão grato, eu não vivo em Darfur.’”
“Mas por quê?” Ele perguntou.
“Porque você não pode.” Eu disse.

E então eu me perguntei se essa conversa toda foi como um teste para ele, para ver se ele poderia ser tanto o cara normal de Boston e a famosa estrela de cinema de Capitão América ao mesmo tempo, fazer todas as coisas que você faria se não houvesse um gravador entre nós na mesa, e confiar que o seu verdadeiro ‘eu’ normal seria o bastante para fazer apropriadamente o perfil de uma celebridade. Mas ele pareceu um pouco preocupado se eu o faria parecer como um idiota. Eu expliquei que mesmo se ele fosse o maior idiota, eu provavelmente não poderia tratar o garoto da capa da GQ dessa forma. “E se eu dissesse que eu odeio asiáticos?” Ele continou. “Brincando, brincando. Essa é a frase: ‘Chris Evans odeia asiáticos.’”

Eu o assegurei que ele não tinha com o que se preocupar.

“Está tudo correndo bem?” Ele perguntou.
“Está indo muito bem.” Eu disse.
“Estou arrebentando?”
“Você está arrebentando.”
“Você está arrebentando também.” Ele disse. “Eu vou escrever um artigo sobre você.”
“Eu não sou um fumante.” Ele disse uma hora ou duas depois da nossa entrevista, “E eu não tenho cigarros. Mas eu tive essa cerveja gigante…” Quando ele voltou para mais um round – uma caneca enorme nas suas mãos enormes de Capitão América, e meu vinho branco na outra – ele parecia ter se chateado no bar.

Apesar de eu não fumar, sim, eu me juntei a ele do lado de fora, e eu posso dar um trago? Talvez eles façam cigarros diferentes em L.A.., mas quando você divide um com uma estrela de cinema, eles são ótimos. Todos deviam tentar.

Apesar da agente dele especificamente dizer a ele que não, ele me convidou para sua festa de despedida. “Minha pobre agente”, ele disse. “Ela sabe que eu gosto de beber. Ela está sempre dizendo, ‘Por favor, não beba muito, por favor, só não beba muito – você vai levar essa pessoa para sair, e eles vão te arruinar.’”

Nós estávamos a caminho separadamente para o jantar primeiro. Eu disse que chamaria um taxi, mas Chris riu e insistiu que seu motorista me levaria de volta ao hotel.

No banco de trás, Chris flertou ainda mais que antes, tocando meu braço e meu joelho. Nesse ponto, que foi após inúmeros drinks, estava fácil esquecer que aquilo realmente era uma entrevista, e que eu estaria mentindo se não tivesse passado pela minha mente que algo poderia acontecer (e nós iríamos ao Oscar, nos casaríamos e teríamos bebês e ficaríamos juntos até morrermos?). Mas sempre há a questão do quão verdadeiro é Chris Evans, e quem eu deveria fingir ser como resposta.

Então eu me controlei, decidi que ser ‘boa repórter’ era uma maneira esperta para tentar por alguns minutos, e corri para as perguntas fáceis que eu tinha me esquecido de perguntar a ele no bar. Ele criaria sua família em Boston? “Absolutamente.” (Ele acabou de comprar um apartamento lá.) Qual seu tipo favorito de música? “Rock clássico.” Qual era a estação de rádio favorita ao crescer? “Eu era um grande…” E antes que ele pudesse acabar, eu disse: “JAM’N 94.5?!” (Essa é a estação que toca hip-hop, e a minha favorita, então eu estava esperando…)

“BALTAZAR AND PEBBLES!”, ele disse instantaneamente numa perfeita – perfeita – imitação dos DJ’s da rádio dos anos 90. Você tinha que estar lá, eu acho, e você também tinha de ser de Boston e familiar com as rádios. Mas ainda assim!

Algumas horas depois, eu fui para o Voyeur. O lugar estava escuro, barulhento, com algumas mulheres seminuas segurando os capacetes de storm-trooper dançando num palco e parecendo coloridas, e pessoas muito bonitas de idades indeterminadas estavam no local parecendo entediadas. Eu não consegui achá-lo, então fui ao bartender e disse, com aquela que eu costumo pensar que é minha expressão de ‘séria’ e pela qual eu sou grata por nunca ter visto, “Hum, eu sou uma jornalista escrevendo o perfil de uma celebridade que está nessa boate, e estou procurando por ele? Você viu, hum, Chris Evans? Há, tipo, uma área VIP?” Na minha mente, aparentemente, funcionários de boates em West Hollywood recebiam informações automáticas onde e quando as celebridades estavam. De qualquer forma, ela não tinha ideia e também não se importou nem um pouco.

Eu procurei em volta em meio a todo aquele barulho e dos globos de luz até que Chris saiu do meio da multidão. Ele tinha trocado sua camiseta vermelha por uma branca idêntica, apesar do seu boné preto ainda estar puxado para trás. Ele me deu um beijo na bochecha e me levou à mesa. Seus amigos mais próximos são do ensino médio, ou pessoas que ele conheceu em L.A. quando ele veio há 10 anos atrás e que já deixaram a indústria do entretenimento. Eu sentei no sofá e ganhei um sorriso de uma de suas amigas e seu namorado. As próximas horas se passaram assim. Havia uma troca de gritos entre os amigos de Chris. “Eu sou de Nova York.” “Nova York?” “Não, Nova York.” Havia algumas visitas intermitentes de Chris para apertos de mão e beijos na bochecha entusiasmados, que pareciam bem menos como flertes do que exagero de álcool, mas ele parecia fazer questão de ter certeza que as pessoas não parecessem entediadas e estava sempre tomando conta de alguém e nunca sentando sozinhas.

Infelizmente para mim, foi só por água abaixo a partir daqui.

Cinco dias depois, em Nova York, Chris Evans está me envergonhando na frente de sua mãe. “Edith foi martelada!”, ele diz. “Martelada!” Seus amigos, famílias e eu estávamos todos numa monstruosa SUV, saindo da première do seu mais recente filme, um drama sobre advocacia, Código de Honra, para a festa no Lower East Side. Ele trocou seu uniforme de camiseta e boné de baseball por um figurino de super estrela, com um terno azul e gravata, e eu estou esprimida entre ele e seu amigo Zach no banco traseiro. Mesmo com a luz do carro e após horas de bebedeira, a pele de Evans parece limpra e fresca, seus olhos estão ainda mais azuis e vívidos. “Nãããão”, ele diz. “Oh, mas você estava!”, ele insiste. “Por favor, por favor, não!” Eu pedi, fechando meus olhos. Mas ele continua e, alto o bastante para o carro todo ouvir, volta a contar a história humilhante do que aconteceu na boate.

Até meia hora antes, eu não sabia o que realmente tinha acontecido. De fato, eu gastei toda a semana praticando perguntas de forma que soasse normal, como “Para verificação dos fatos, você poderia me recapitular o que nós fizemos depois da boate em uma ou duas frases?” Exceto que quando eu finalmente fiquei sozinha com ele, o que realmente saiu foram falas parecidas com: “Oh, meu Deus, eu estava horrível, o que aconteceu, e por que eu estou sempre tão bêbada?”

Ele riu. “Você não se lembra?”

(Foi por aí que nós fomos flagrados pelo jornalista de fofoca que eu não sabia que era um jornalista de fofoca, ou eu não teria explicado a ele na volta do banheiro como o Chris tinha flertado e que eu tinha ‘a maior queda por ele’ Haha. Oops!)

Então a história da minha noite de sábado perdida, que Chris me contou sozinha e depois para todos no carro: Depois da boate, ele e seus amigos e eu voltamos para a casa dele. E aqui é onde eu descrevo a casa dele, exceto… Que eu não me lembro de nada disso. Era definitivamente…Limpa. E espaçosa. Mas confortável, não muito estilosa. Havia coisas nas paredes. Coisas em molduras. Fotos. Havia… tapetes? Me desculpe. Eu sinceramente queria que eu me lembrasse disso melhor. Definitivamente tinha uma mesa de sinuca, porque em algum momento, aconteceu uma espécie de competição de ‘pular sobre a mesa de sinuca’, não que eu tenha alguma lembrança do que aconteceu. No carro, Chris aproveitou para explicar a todos que em algum momento eu decidi sair pela janela e ver como estava noite. “Então, meus amigos ficaram, tipo, ‘Acho que sua amiga está com algum problema’, Chris diz, “E olhe, a Edith está na sarjeta!” (Não deitada sobre a sarjeta. Isso eu lembro. Sentada na calçada, tentando e falhando ao pedir um taxi.)

Então ele me levou de volta para sua casa, me colocou num quarto de hóspedes para dormir, e disse que me levaria para casa de manhã. E no espaço de dez horas, nós passamos da fase de completos estranhos para pessoas que dormem um na casa do outro – exceto, de novo, que ele não poderia me expulsar, porque depois eu diria, “Chris Evans me expulsou de sua casa” aqui no artigo. Nós éramos amigos, em outras palavras, mas não tão amigos. Quando eu acordei às 5:30 da manhã, eu saí sorretairamente pela porta da frente, pesquisando no Google, por ‘taxis em LA”, “taxis em Los Angeles”, “me ajude California” no meu celular. E eu ainda estava meio bêbada e não tinha ideia onde eu estava, mas havia algo calmo sobre o ar pesado e a névoa e os pássaros cantando e meu saltos estalando. Nenhuma companhia de taxi respondeu, e nenhum taxi veio. Mas eventualmente, uma transsexual asiática, loira e muito bonita com seu amigo muito mais novo encostaram e perguntaram se eu estava bem, ao invés de me estuprarem e me matarem, foram bem gentis e me levaram de volta ao meu hotel.

No SUV, Chris disse que sair pelas janelas é algo que ele consegue se ver fazendo. Sua mãe me falou sobre os ombros do banco da frente que isso foi minha ‘iniciação’.
Na festa no Thompson LES Hotel, Chris me conta que eu deveria assisti-los filmar umas cenas extras do Capitão América na Times Square em alguns dias. Eu tive a impressão de que isso nunca aconteceria e, de fato, não aconteceu. Ele está circulando de grupos em grupos, rindo, interagindo, conversando um pouco e sempre voltando para mim… eu não sei para quê. Ele ainda flerta, mas se é manipulador, se não é sincero, se o sentimento é genuíno, calculado ou algo familiar e confortável – mesmo que seja um pouco estranho considerar o que é real e o que não é. Mas depois de certa hora da noite e independente do copo de vodka com cranberry oferecido na festa, eu estou muito cansada para continuar com ele ou tentar descobrir se foi um jogo ou não. Nós nos abraçamos e eu me vou.

“Não se torne uma estranha”. Ele me mandou numa mensagem no outro dia. E nós nos tornamos amigos no Facebook.

Uma outra coisa que eu deveria mencionar sobre Chris Evans: Ele é a pessoa mais incrível que eu já conheci na minha vida, e isso é o que eu falei para ele que eu diria nesse artigo para que ele me devolvesse a minha jaqueta que esqueci na casa dele, e ele devolveu.

Tradução: Tássia Cintra.
Créditos: Chris Evans Brasil.